O jovem empresário e activista social que foi um dos primeiros voluntários a escalar a cidade da Beira, para a apoiar as vítimas do ciclone Idai e das cheias, diz que a situação era extremamente dramática e completamente desumana.
Afirma que o cenário vivido na Beira e outros distritos de Sofala, por onde esteve depois do ciclone Idai, nunca lhe sairá na memória.
Viu milhares de famílias sem habitação, incontáveis crianças desamparadas e múltiplas infraestruturas sócio-economicas destruídas, principalmente escolas e centros de saúde.
Yassin que integrava a um forte movimento de solidariedade pela zona centro, acrescenta que apesar do tamanho abalo na sequência do fenómeno, notou em quase todas as vítimas uma força interna que acreditavam num futuro risonho. As vítimas tinham perdido tudo, mas não cruzaram os braços e esperar pelos apoios, movimentavam-se tentando recuperar o que era possível.
Ele afirma que a passagem do Idai, pela Beira, foi um momento de profunda aprendizagem sobre sensibilidade e preservação dos nobres valores da humanidade.
_Ficou mais evidente que neste mundo nos completamos uns aos outros, não há pobre, rico, nem pessoa desta ou aquela raça, somos todos uma criação divina_ , referiu Yassin Amuji.
Numa longa entrevista que concedeu à Vilankulo TV, um canal on-line, da sua iniciativa, apelou a diversos segmentos da sociedade para que continuem a canalizar e a mobilizar todo tipo de apoio para as famílias de Sofala e agora de Cabo Delgado, afectados pelo Idai, cheias e pelo Keneth, que embora em franca recuperação, precisam da mão solidária de quem quer que seja.
Yassin diz ter ficado impressionado com o nível de solidariedade entre os moçambicanos, _” moçambique e moçambicanos provaram ao mundo que tem capacidade e podem responder a qualquer situação catastrófica. O movimento dos Moçambicanos foi jamais visto e isto transmite-nos confiança para lidarmo-nos de forma resiliente com situações futuras”,_ ajuntou Amuji.












