Um pequeno exemplo do impacto do turismo nas Comunidades

 

Em primeiro quero parabenizar a Administração do Parque Nacional de Bazaruto e a Administração Nacional das Áreas de Conservação pelo brilhante trabalho em prol da proteção e conservação das espécies marinhas e terrestres do País e em particular do Bazaruto.

Ontem tive a oportunidade de participar nas cerimónias da entrega às Comunidades de Bazaruto, Benguerra e Magaruque, dos 20% referente as taxas cobradas pelo Parque Nacional do Bazaruto.

É assim, durante o ano todo, todos que pretendem visitar uma das ilhas do Arquipélago do Bazaruto, deve pagar uma taxa de entrada, que varia com preços para nacionais e estrangeiros, e todos os anos, o Parque Nacional de Bazaruto faz a entrega formal e pública numa das ilhas, aos representantes das Comunidades.

Os valores tem aumentado ano após ano devido ao aumento do número de visitantes e nesta cerimónia, a Comunidade de Magaruque recebeu 274,216.53; a de Benguerra recebeu 1,062,589.06; e a de Bazaruto recebeu 2,090,901.06, um total aproximado de 3,500,000 meticais, contra 1,517,639.53 meticais entregues em 2018.

Imagina, se conseguirmos aumentar para 10 vezes mais o número de visitantes nestas ilhas, as Comunidades receberiam anualmente 35,000,000 meticais, um valor maior que o orçamento de todo o Distrito de Vilankulo, ou até um orçamento maior que do Conselho Autárquico de Vilankulo. Quanto não se pode fazer, desde hospitais, escolas, vias de acesso, e muito mais…

Para dizer que, um modelo como este, que funcione, pode ser a solução de muitos desafios que temos, e pode de certa forma, fazer com que os governos locais deixem de somente depender dos fundos provenientes do Governo Central, e podem até contribuir para o Governo Central.

Resumindo: penso que temos tudo para crescer no turismo e através dela resolver praticamente quase todos os problemas que enfrentamos, mas para isso precisamos pensar para o turismo, sabermos estar, e saber receber nossos visitantes, e acima de tudo, deixar de pensar que os visitantes de Moçambique não deixam nada no País. Está provado que deixam, que contribuem, directa ou indirectamente, e o que é preciso é sabermos maximizar os recursos ganhos.

Yassin Amuji

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