Temos estado a notar um boom de empresas interessadas em investir em Moçambique, algumas públicas (de outros países) e outras privadas. Nada contra, pois elas primeiro solidificaram suas organizações em seus países e agora estão a atacar os outros mercados nos países vizinhos, principalmente aqueles países com gestão danosa e deficiente.
Se uma South African Express, ou Ethiopian Airlines já deixaram seus países e estão a conquistar o mercado Moçambicano, porque é que as nossas LAM, CFM, HCB, ENH, EDM, Petromoc, não poderiam hoje já estar a abrir subsidiárias em outros países?
Não estão porque geriram mal este tempo todo, pois nem aqui em Moçambique conseguiram afirmar-se, concorrendo sozinhas mesmo. Faliram e continuam a falir, e ainda procuram argumentos e técnicas de derrube; como o recente pedido dos trabalhadores da LAM, ao Parlamento, para que bloqueassem a entrada de novas companhias, afirmando que essas companhias vinham dificultar e falir as nossas. Ficamos desde a independência até hoje, com anos de avanço, sem concorrência e mesmo assim falimos.
Hoje devia ser a LAM a abrir uma LAM Nigeria, LAM Congo, LAM Malawi, LAM Tanzania…
Hoje podiam ser os CFM, aproveitando-se do facto de termos uma costa enorme e vários Portos, a gerir até as linhas ferroviárias dos países vizinhos, com escoamento de cargas, mas não… continuamos a depender de camiões, que devido ao excesso vão danificando as nossas estradas e até encarecendo os custos. Mas como é que os Portos e Caminhos de Ferros de Moçambique podem iniciar investimentos em outros países se nem por estas nossas bandas conseguem consolidar a gestão?
Hoje, poderia ser também a HCB, EDM, ENH, aproveitando-se das barragens, do gas e petróleo, pensarem em fornecer e até gerir energias nos países vizinhos, alguns que entraram em colapso enquanto nós crescíamos, vão bater fundo, e ainda vão regressar ao game e ultrapassarem-nos, e se calhar ainda serão nossos fornecedores!!! Quando é que a ENH vai começar a pensar em canalizar gás doméstico pelo País todo (gás nosso, este que o mundo está a lutar para ter). E depois de consolidar o fornecimento nacional, poder estender aos países vizinhos?
Poderia ficar uma eternidade a trazer exemplos, mas chega… está na hora de quem de direito exigir responsabilidades aos gestores. Gestores esses que apropriam-se do bem público, entram nesses escritórios para servirem-se do que servir. Escrevo com conhecimento de causa e só não aponto nomes porque não é o meu estilo atacar mas sim alertar para que juntos construamos um País e uma Nação melhor.
O último relatório do Doing Business coloca Moçambique na posição 135, coloca ainda Nampula como a pior Província para abrir uma empresa em Moçambique. Na verdade Nampula é a pior das piores.
Temos alguns dirigentes que trabalham dia e noite para inverter este cenário e melhorar os aspectos negativos do País, mas por outro lado temos os que trabalham dia e noite para piorar este cenário, e estes ainda são a maioria.
É um perigo pensar pequeno e conseguir!!!
Khanimambo
Yassin Amuji





