Nosso futebol não mudou!

Caros compatriotas. Se quisermos resultados a curto prazo podemos, na mesma proporção, gastar muito e colher e breve trecho. Mas compreendam que nada disso nos levará a ganhar qualquer título de campeão: seja regional, continental ou mundial.

Para sermos campeões, temos de nos organizar a todos os níveis.

Ou seja, os clubes devem formar jogadores, distantes daqueles esquemas de falsificação das idades dos jogadores. Devem, ainda neste prima, serem realistas, investindo seriamente na formação em todos os escalões.

A FMF deve, por sua vez, investir nas seleções. Todavia, neste ponto, compreendo que este investimento só poderá ser realizável e visível quando todos estiverem, na construção da estratégia, por baixo da FMF. Ou seja, seguirmos, como pessoas interessadas no sucesso desportivo, uma linha e lutarmos por um objectivo comum.

Caros, deveríamos formar mais psicólogos desportivos, fisiologistas, médicos desportivos e treinadores de formação desportiva, pois o problema do nosso País está na base.

Todos queremos aparecer. Todos queremos resultados imediatos. Até os patrocinadores (na maioria empresas públicas) preferem gastar mais para algo sem futuro, do que investir a sério na formação do jovem atleta.

Vem aí uma nova geração. Será que ela estará preparada para desafiar o seu futuro?

Desculpem-me se ofendi alguém. Mas as verdades são para ser ditas. Mesmo que tivermos o melhor ministro dos desportos do mundo e o melhor presidente das federações, se o trabalho de base não for valorizado e investido a sério, nada disto vai realmente mudar. Nem hoje, nem daqui a 10 anos, muito menos daqui a 100 anos.

Vamos pensar seriamente nisto se, realmente, quisermos morrer a ver Moçambique pelo menos na fase de grupos dum Campeonato do Mundo. Vamos ter atitude, vontade e acima de tudo amor a Pátria.

 

Yassin Amuji

Novembro 2006

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