É normal que durante a pesquisa, encontre mais informações e mais fotos dos locais mais caros, pois esses investem mais na publicidade por forma a estar visível a mais pessoas e assim conquistarem o mercado.
Por exemplo: quando penso em Dubai, olho para Burj Al Arab e Burj Khalifa, um é um hotel de 7 estrelas, e outro é o prédio mais alto do mundo, e são ambos ícones de Dubai. No Burj Al Arab, para entrar, tens que ter sapato clássico e estar de fato.
Já fui ao Dubai umas 7 vezes, mas nunca consegui entrar nesses dois, porque somente escolho os locais onde o meu bolso aguenta.
Cada investidor escolhe um lugar para investir, pensa numa oportunidade, num modelo, e para um público alvo. E eu penso que as pessoas são livres de fazerem essas escolhas.
Eu posso comprar batata a 200 meticais e vender a 400 meticais, e uma outra pessoa comprar ao mesmo preço e vender a 300 meticais. O público alvo dele vai comprar, e o meu público alvo também vai comprar, tendo em conta a localização, o atendimento, a capacidade de dar crédito, as infra estruturas, entre muito mais.
A Associação de Turismo de Vilankulo, tem encorajado até as estâncias mais acessíveis a estarem nas plataformas mais usadas para fazer-se reservas, mas aí perde-se 20% de comissão para esses agentes e muitos não estão dispostos a perder isso pois teriam que aumentar o preço. Talvez esteja aí uma boa oportunidade de negócio para os agentes de viagens, promotores e operadores turísticos locais, com percentagens mais acessíveis, afinal onde existe um problema existe uma oportunidade, o importante é identificar e ser capaz de segurar essa oportunidade.
Onde pretendo chegar, existem acomodações desde os 500 MT por noite até 300,000 MT por noite, ou até mais, e penso que os investidores, nacionais, estrangeiros e também os de capitais mistos, tem todo o direito de pensar num conceito, elaborar um plano, procurar um público alvo que esteja disposto a pagar por esse produto, e fazer o seu negócio.
Um abraço
Yassin Amuji





