Moçambique é por si, um país rico na sua diversidade cultural que compreende várias etnias, várias línguas nacionais, gastronomia rica e diversificada.
Neste texto não vou entrar em conceitos, apenas irei deixar algumas coisas deste meu pequeno pensamento.
A cada dia que passa, vai morrendo o hábito de usar aquilo que é nosso com a estimulante ideia de que o que é feito e que vem dos outros é bem melhor. Lutamos para pagar milhares de meticais por um estojo da MAC para lindas maquiagens das nossas belas mulheres que são mais belas sem usar. Esquecem elas, por exemplo que o Mussiro é milagroso, barato, da terra e bem natural. O Mussiro ou M’siro serve para cara, estrias, marcas na pele, cortes, entre muitos outros.
Ficamos aos pulos nas redes sociais sempre que o KFC vai abrir numa das nossas cidades, como se de hospital se tratasse, esquecendo que a Galinha Revoada de Nampula é bem mais saborosa ou se preferir pode provar a Galinha a Zambeziana, mas como somos bons nacionalistas, nem sabemos onde vendem.
As conversas a volta da fogueira em que os mais velhos nos ensinavam como encarar a vida e respeitar os outros já ultrapassamos, até porque as novelas e filmes americanos nos ensinam melhor não é? Até podemos ver mais novos a gritarem com seus familiares que por sinal são por vezes seus pais e avós.
Somos importadores de quase tudo, desde cabelos, unhas, dentes, forma de comer, de beber, de sentar e até de viver, no fim de tudo não restará nada de nós, seremos apenas uma extensão da forma de ser e de pensar dos outros.





