Quando um cidadão de qualquer parte do mundo prentende viajar, por lazer, busca sempre respostas para estas perguntas:
– Para onde é que devo ir e o que lá tem de atraente?
– Como chegar até lá? (Em observância às condições de acessibilidade, segurança, preços, etc etc )
Em relação à primeira questão já, por diversas, debrucei-me sobre este aspecto, pelo que irei centrar a minha abordagem na segunda.
Ora, é fácil viajar para Moçambique e dentro do País? Bem, é de domínio de qualquer um a resposta para estas inquietações, a notar pelos poucos serviços oferecidos, os preçários altíssimos, a qualidade de serviços e a segurança.
Pegando no exemplo de alguns países, é comum que os locais turísticos oferecem sempre voos internacionais, na maioria dos casos sem escalas, sendo que o espaço aéreo foi aberto para qualquer companhia poder operar, facto que traz vários benefícios inclusive no preço das passagens.
Razão disso, é que em Pemba, Vilankulo, Inhambane e outros, deveria ser, à semelhança de outras partes do mundo, ser autorizada a aterragem de qualquer avião oriundo de qualquer parte do mundo. Sobretudo os de Low Cost.
Se realmente escolhemos algumas dessas zonas como especiais e colocamos o turismo como um sector prioritário, então não vejo mal nenhum em abrir-se os respectivos espaços aéreos para incentivar e impulsionar o turismo.
A cadeia de valor do turismo brilha pela sua vastidão, sendo que liberar os aeroportos nos pontos turísticos é uma medida que traz, consigo, o aumento do fluxo significativo nesses mesmos locais acima referidos.
O aspecto de mobilidade dos turistas deve, com certeza, constituir prioridade quando queremos transformar qualquer destino num ponto de referência.
A experiência mostra-nos que não podemos depender exclusivamente da LAM, uma companhia de bandeira que tão pouco consegue cuidar das rotas internas e que, não obstante deixar com frequência os passageiros à espera durante várias horas nos aeroportos, chega a cancelar os voos. Já no último sábado, 7 de Outubro 2017, um voo da LAM que deveria ter saído de Tete às 13 horas, acabou saindo às 3 da manhã do dia seguinte, o que é simplesmente inadmissível. Nos dias 11 e 12, o nosso Morreira Chonguiça ficou retido em Vilankulo por dois dias e viu seus compromissos com parceiros serem cancelados. Assim fica difícil.
Portanto, se quisermos desenvolver o nosso País por via do turismo, devemos repensar seriamente na questão da mobilidade dos turistas, sobretudo abrindo o espaço aéreo para que mais companhias aéreas operem com destino para os pontos turísticos nacionais.





