Há alternativa para Inteligência Artificial?
A tecnologia veio para facilitar muito as pessoas e as empresas, sobretudo na redução dos custos operacionais.
Mas o (meu) maior medo recai sobre o impacto da “Artificial Inteligence”, que pode vir a retirar emprego às pessoas.
A este nível de investimento, nas tecnologias, julgo que seremos gradualmente substituídos por máquinas.
Reparem, por exemplo, que mesmo cá em Moçambique já há bancos que instalaram máquinas, nas quais efectuam-se depósitos bancários e pagamentos de diversos serviços. Aliás, no estrangeiro já até faz-se chek-in nos aeroportos sem necessidade de se ir a um balcão para este efeito.
Mais preocupante ainda é que, na vizinha África do Sul, efetuar um depósito no banco acarreta taxas mais elevadas do que ir a uma ATM inteligente fazer a mesma coisa. Ou seja, incentiva-se, com descontos, a utilização de máquinas inteligentes do que necessariamente a valorização da inteligência humana.
Uma recarga de telemóvel adquirida via M-PESA oferece, ao cliente, mais bônus em SMS e MB, do que aquela física comprada numa loja ou num revendedor de rua.
Dubai, uma cidade altamente desenvolvida, já anunciou que até 2030 terá 25% dos carros com inteligência artificial, isto é, sem ninguém a conduzir a nao ser um computador.
Correcto que, para as empresas, o mais importante é o lucro e o pleno controlo das contas. Mas é, na mesma proporção, inaceitável que se pontapeie um direito que as pessoas têm, do acesso ao emprego. Poderão substituir a mão de obra humana pela artificial, mas chegará aquele momento de interação em que o senso humano, o coração entra em conversa e aí não se consegue substituir, aquele momento é único, em que um balconista do banco pergunta com amor e preocupação como está o filho do cliente que teve acidente ou encontra-se doente. Sentiremos saudades desses momentos.
Posto isto, há um desafio que se lança, tento em vista este horizonte do domínio total das tecnologias: o empreendedorismo. A criação do auto-emprego é, aliás, o foco e saída para este cenário, sobretudo para nós os jovens.
Em Moçambique? Deveríamos incentivar a 500% o investimento na área do turismo pois, para servir comida, atender hóspedes, transportar turistas de barco, brincar de jetski, fazer diving no mar, etc etc, não precisa de tecnologias. Para desenvolver estás actividades será sempre necessária a mão humana.
Existe também a oportunidade de investir-se seriamente na educação tecnológica. A inteligência artificial irá tirar emprego nas operações mais simples mas irá contratar emprego para operações mais complexas, na industrialização e novas tecnologias. Terão que aumentar a mão de obra no fabrico de componentes que irão alimentar a inteligência artificial.
Para terminar, a Intel India está a treinar 9,500 pessoas em inteligência artificial.





